quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Fraude


A pedido dos colegas da "Autonomia Sindical", aqui fica :

COMUNICADO DO GRUPO DE SINDICALISTAS INDEPENDENTES
SOBRE
A PRETENSA “VINCULAÇÃO EXTRAORDINÁRIA”
DE PROFESSORES CONTRATADOS
1) O processo de “Vinculação” anunciado pelo Ministério, dito da Educação, dirigido
pelo Sr. Nuno Crato, veio, finalmente, a revelar-se aquilo que há muito se previa –
uma fraude.
a) Fraude, porque enuncia pseudocritérios  que se irão traduzir em efectiva
desigualdade de tratamento entre professores de diferentes grupos
disciplinares, quanto ao tempo de serviço para vinculação.
b) Fraude, porque nos últimos 3 anos têm existido muito mais do que 600
horários completos e anuais para contratação.
c) Fraude, porque ao “abrir” 600 vagas para professores que ficarão (qualquer
que seja o seu tempo de serviço) no 1.º escalão da Carreira, está, realmente,
a fechar 600 vagas que, no Concurso Nacional, seriam ocupadas por esses
professores, com ingresso no escalão a que, pelo ECD, teriam direito.
d) Fraude, porque continua a não cumprir a Lei Geral do Trabalho, que o
obrigaria a vincular todos os professores com 3 anos de serviço no ensino
público.
2) Os professores contratados não imploram “esmolas” do Sr. Crato e dos seus
comparsas do Governo. Os professores contratados exigem aquilo a que, pela Lei,
têm direito – a sua vinculação ao fim de 3 anos de contrato.
3) Vinculação que terá de ser conquistada através de uma luta dura e organizada  –
que se espera e exige que a FENPROF conduza, se necessário, até à Greve às
Avaliações.

Pelo Grupo de Sindicalistas Independentes

Carlos Vasconcellos

sábado, 22 de dezembro de 2012

Abraço !

Com um grande abraço ,


O que eu mais queria neste Natal era que o sonho se tornasse real. Que as ideias fossem possuídas pelas pessoas que de tanto as amarem lutassem por um mundo novo, mais justo, de verdadeira e respeitada liberdade, onde o sonho não fosse uma quimera, um devir, mas sim algo que se vive, se sente e desfruta com amor e solidariedade.
Luís Sérgio Mendes



sábado, 15 de dezembro de 2012

Carga horária dos professores

A tentativa de impor nova carga horária aos professores.


Garcia Pereira em debate na ETV, o custo dos transportes e a partir do minuto 3.07, denúncia da Nova CARGA HORÁRIA dos PROFESSORES e da visão da educação como um custo: “ Brutalidade, vale tudo, quebras sensíveis na qualidade pedagógica.” A ver e ouvir com atenção.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O Rei embevedado...

De Sérgio Luís de Carvalho. Apresentação, dia 8 de Dezembro,18h, Bertrand , do Centro Comercial Amoreiras, em Lisboa.

“Uma obra fascinante, divertida e muito séria para pensar os últimos oito séculos e as presentes encruzilhadas do nosso país.
Indispensável para todos os amantes de História e de histórias. E para os curiosos em geral.”

domingo, 2 de dezembro de 2012

Ainda a escusa.



Ainda a escusa e os seus motivos mais do que justos.
Perguntaram-me, recentemente, se conhecia professores que fossem pedir escusa de avaliadores externos. Numa resposta rápida, disse qualquer coisa como: na verdade, conheço muitos docentes que vão pedir escusa, umas dezenas, para além dos fatores avançados no modelo que divulguei no blogue, há outras razões. Os professores andam muito desgastados, estão com mais trabalho, mais horas na escola, mais alunos, mais problemas disciplinares, mais burocracia, a fadiga física e psicológica traz os professores à beira de um ataque de nervos. Aguentar o trabalho dito normal é, neste momento, mais duro que nunca, o ambiente que se vive fora das escolas passa para as salas de aula. Há docentes com dez e mais turmas, mais de trezentos alunos, diferentes níveis, aulas para preparar, trabalhos e testes para ver, muitos trabalham mais de 50 horas semanais. Deste modo, a maioria não pode com mais esta sobrecarga, andar de escola em escola, algumas longe, em reuniões, a observar aulas, a analisar relatórios e planificações. É trabalho escravo, com a agravante de se saber que tanto esforço será inglório, com as carreiras “congeladas, ninguém progride”. Para se perceber quão tamanha é a fraude, imagine-se que, digo aos meus alunos: “ Meus senhores, a partir de hoje, teremos um teste sumativo, todas as semanas, por isso, preparem-se. Mas, aviso já que independentemente dos resultados não transitarão de ano letivo nos próximos tempos”. Ficarão retidos porque não há condições para a progressão. Qual seria a motivação? Não seria isto um esforço acrescido e desonesto? Não seria uma farsa indigna? Por variados motivos os docentes têm a noção que se trata de uma fraude, assistir a aulas de colegas, alguns já com mais de 20 anos de carreira, nesta fase, não traz qualquer vantagem pedagógica/científica, trata-se apenas de aplicar um mero mecanismo de controlo economicista que impeça a progressão. Teremos professores licenciados a avaliar doutores e mestres só porque estarão em escalões superiores aos dos colegas. Numa instituição que deveria valorizar a qualificação e a formação, está tudo às avessas. A avançar esta iniquidade serão cada vez mais os professores a trabalhar para a avaliação e não para os alunos.
O erro disto tudo está em considerar a avaliação desligada da gestão escolar, este processo está a tornar-se num mero instrumento de gestão, no pior sentido do termo, é uma arma para a dominação, para a imposição, para comprar o silêncio e a aparência de que tudo vai bem. Para o trabalho sério com os alunos nada acrescenta, pelo contrário.
Alguns estão dispostos a tudo para não alinhar nesta fantochada, muitos dizem que não aguentarão, nem sabem o que fazer, mas não podem mais. Nesta altura, esta farsa trouxe ruído, desgaste e dispersão a uma classe abatida e desmotivada com cortes de salário, mais horas de trabalho, menos condições e desde o tempo de Maria de Lurdes Rodrigues a perder direitos e dignidade.
Seremos indignos se não boicotarmos esta farsa, mereceremos a indignidade se não resistirmos por todos os meios ao nosso alcance. O professor, o verdadeiro e digno professor é aquele que faz a diferença. Ou somos capazes de decidir do pouco que resta do nosso tempo ou, definitivamente, transformar-nos-emos em zombies indiferentes e dignos de indiferença.





sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Fenprof esclarece



Avaliação do desempenho, FENPROF esclarece dúvidas.Clicar AQUI !

Opinião de António Amendoeira, Diretor do Centro de Formação da Lezíria do Tejo
Da Associação de Escolas de Almeirim, Alpiarça e Santarém.
“…existem certezas e uma delas prende-se com a recuperação da classificação: a classificação obtida em observação de aulas nos modelos anteriores é recuperável JÀ AGORA: ninguém tem que se sujeitar a um novo ciclo de observações para optar posteriormente entre diversas classificações.”

domingo, 25 de novembro de 2012

Aulas assistidas


A farsa BurroCrata, parte 2.
A insustentável leveza de uma má leitura.
Obrigatoriedade ou não de aulas assistidas nos 2º e 4º escalão.
Aulas assistidas em geral.

Os ambientes fechados, temerosos, que excluem e reprimem só produzem paralisia,
hipercontrolo e, com o tempo, mesquinhez: económica e intelectual.”
Joaquín Lorente

 Numa apressada e errada interpretação da legislação que será citada mais adiante, está a passar-se para as escolas a ideia de que os professores do 2º e 4º escalões, mesmo aqueles que já tiveram aulas assistidas, o devem fazer de novo. Nada mais falso. Ou seja, quem já teve aulas assistidas, pode nos termos legais, usar a classificação obtida nas aulas, na dimensão Científico Pedagógico. Não Há obrigatoriedade de pedir e ter de novo aulas assistidas. Outra coisa não pode nem deve acontecer. Muitos dos que estão hoje nos segundos e 4º escalões há muito deveriam ter progredido na carreira. Conheço vários casos de colegas que mudavam em Novembro e Dezembro de 2010, fizeram tudo o que lhes foi pedido para poderem transitar, nalguns casos, até avaliações intercalares, aulas assistidas, relatórios, etc., etc. De nada serviu, o governo ditou (mal) que não havia progressões. Pergunta-se, é da responsabilidade destes professores continuarem nos 2ºe 4º escalões, para agora, de novo, se sujeitarem a mais esta palhaçada? Onde estariam e onde ficariam a igualdade de tratamento perante a lei? A carreira não é a mesma para todos? Num processo normal, os docentes do 4º escalão, a grande maioria, estaria agora a transitar para o 6º escalão, o tempo de permanência no 5º, são dois anos. Aos mesmos também não se pode imputar a responsabilidade por permanecerem neste escalão e a legislação ter mudado para avaliação externa de aulas. Se a carreira ficar 20 anos sem ser “descongelada”, será que continuarão as aulas assistidas? Claro que não pode ser. A ser verdade, essa coisa de que agora a avaliação é externa e com aulas assistidas, todos os que até hoje chegaram aos escalões de topo deveriam ser avaliados com aulas, pois muitos, não sabem nem imaginam o que é uma coisa dessas.
É por essas e por outras, e por encontrar sempre quem esteja disposto a servir os seus intentos que o ministério tem usado e abusado dos professores.
Importa esclarecer  outro aspecto: Mesmo os professores que se encontravam nestes escalões há pouco tempo (antes do congelamento) e, por isso, (são poucos) ainda não tiveram aulas assistidas, só estão obrigados a tê-las e só o devem fazer, se a legislação não mudar, quando do descongelamento da carreira.
O que escrevi até agora e o que se segue decorre da minha interpretação e leitura, mas, também das informações que colhi, oralmente e pessoalmente, junto do sindicato e de um jurista amigo, a quem sem citar o nome, a seu pedido, agradeço publicamente. Junto também um importante contributo, este dado por escrito, de um colega que pediu esclarecimento ao SPGL, com os meus agradecimentos ao colega amigo e a muitos outros que me fizeram chegar preciosa informação, nos últimos dias, BEM-HAJAM!

Há necessidade de requerer a observação de aulas assistidas, já as tendo tido no ciclo avaliativo anterior?
- NÃO!
Aqui fica a troca de emails do colega com o SPGL.
Os sublinhados são da minha responsabilidade.

Pedido de esclarecimento
Enviada: quinta-feira, 22 de Novembro de 2012 17:10
Para: SPGL Geral
Assunto: Esclarecimento sobre a necessidade de requerer a observação de aulas (já as tendo tido no ciclo avaliativo anterior)
Boa tarde.
Sou o vosso sócio número xxxxxx (P………) e venho por este meio colocar-vos o seguinte pedido de esclarecimento sobre a  necessidade de requerer a observação de aulas.

Tendo por base na legislação abaixo transcrita:

A)       O Decreto -Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro, e o novo regime jurídico de avaliação do desempenho do pessoal docente desenvolvido pelo Decreto Regulamentar n.º 26/2012 (n.º 2 no artigo 18.º), de 21 de fevereiro, refere que “a avaliação externa do desempenho docente centra-se na dimensão científica e pedagógica e realiza-se através da observação de aulas, sendo obrigatória para os docentes em período probatório, integrados nos 2.º e 4.º escalões da carreira, integrados na carreira que tenham obtido a menção de Insuficiente e para atribuição da menção de Excelente, em qualquer escalão da carreira.”
 
B)       O artigo 30.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 (Disposições finais e transitórias) refere:
“1 — Após a avaliação do desempenho obtida nos termos do regime estabelecido no presente diploma, no final do primeiro ciclo de avaliação, e observando o princípio de que nenhum docente é prejudicado em resultado das avaliações obtidas nos modelos de avaliação do desempenho precedentes, cada docente opta, para efeitos de progressão na carreira, pela classificação mais favorável que obteve num dos três últimos ciclos avaliativos.
2 — A classificação atribuída na observação de aulas de acordo com modelos de avaliação do desempenho docente anteriores à data de entrada em vigor do presente diploma pode ser recuperado pelo avaliado, para efeitos do disposto nas alíneas b) e c) do n.º 2 do artigo 18.º, no primeiro ciclo de avaliação nos termos do regime estabelecido pelo presente diploma.
3 — Para efeitos do número anterior, considera-se a classificação obtida nos domínios correspondentes à observação de aulas na dimensão desenvolvimento do ensino e da
aprendizagem.”

C)       O Artigo 12.º (Disposições transitórias) do Despacho Normativo 24/2012 de 26 outubro, refere:
“1 — A observação de aulas regulamentada pelo presente despacho normativo não é prejudicada pela vigência de disposições legais que temporariamente impeçam a progressão na carreira.
2 — Para os efeitos referidos no número anterior e
caso se verificasse a normal progressão na carreira docente, no ano escolar de 2012-013, consideram -se os seguintes períodos e momentos:
a) Até final do 1.º período letivo, apresentação dos requerimentos de observação de aulas a realizar no próprio ano escolar;”

Dado que estou integrado no 2º escalão da carreira (onde a observação de aulas é obrigatória) e a data prevista para transição para o 3º escalão é 29 de dezembro de 2012 e que tive observação de aulas no último ciclo avaliativo, pelo que pretendo recuperar a classificação atribuída nesse período, conforme o nº 2 do artigo 30º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012, efetuei o pedido de esclarecimento à SADD da escola da qual sou Quadro de Agrupamento sobre a necessidade de requerer observação de aulas e a resposta que obtive foi que "...devo cumprir o artigo 12º do Despacho Normativo nº 24/2012, de 26 de outubro, designadamente o nº 2".
No entanto na minha leitura, segundo o nº 2 do artigo 30.º do Decreto Regulamentar n.º 26/2012 (Disposições finais e transitórias), de 21 de fevereiro, já que a "classificação atribuída na observação de aulas de acordo com modelos de avaliação do desempenho docente anteriores à data de entrada em vigor do presente diploma pode ser recuperado pelo avaliado, para efeitos do disposto nas alíneas b) e c) do n.º 2 do artigo 18.º, no primeiro ciclo de avaliação nos termos do regime estabelecido pelo presente diploma" creio não precisar de as requerer (pois já as tive no ciclo avaliativo anterior).

Assim, solicito que seja esclarecido se necessito, na mesma, de requerer a referida observação de aulas, conforme a resposta da DAAD da minha escola.

(agradecia alguma urgência na resposta dado os prazos que tenho que cumprir)

Antecipadamente grato.

 Resposta do SPGL
Data: Fri, 23 Nov 2012 17:21:54 -0000
     De: Serviço de Apoio a Sócios <apoiosocios@spgl.pt>
Assunto: FW: Esclarecimento sobre a necessidade de requerer a observação de aulas (já as tendo tido no ciclo avaliativo anterior)
   Para: 
p……………..
Boa tarde,
De acordo com o artº 18º do Dec.Reg. 26/2012, a observação de aulas é obrigatória para os docentes integrados no 2º e 4º escalão da carreira docente ou integrado em outro escalão que se candidate à menção de Excelente.
Os docentes do 2º e 4º escalão e os docentes que pretendam a atribuição de Excelente, que já realizaram aulas observadas no ciclo avaliativo anterior, poderão solicitar a sua recuperação, nos termos do nº 2 e 3 do artº 30º das disposições finais e transitórias do Dec. Reg. 26/2012, ou seja, quem já teve aulas assistidas nos últimos anos, está dispensado de o fazer agora, no decurso do 1º ciclo de avaliação – assim a classificação que teve nas suas aulas assistidas pode agora ser usado na dimensão Científica e Pedagógica.
Sugerimos que requeira a classificação atribuída na observação de aulas de acordo com os modelos de avaliação do desempenho docente anteriores.
Os melhores cumprimentos
O Departamento de Apoio a Sócios

PS.
Como se constata ,só há farsa se deixarmos.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pedido de escusa.

A Farsa BurroCrata parte 1.
Pedido de escusa de avaliador externo.


Como todos sabemos está congelada há algum tempo (demais) a progressão na carreira docente e não só. No orçamento de estado está claramente inscrita a pedido da troica e, servilmente, aceite a não progressão na função pública, acompanhada de mais horas de trabalho, mais despedimentos e mais roubos nos salários. Como se tudo estivesse a correr normalmente, o MEC pariu, recentemente, nova legislação sem sentido, onde se prepara para carregar mais trabalho escravo sobre os docentes. Refiro-me às novas leis sobre a avaliação de desempenho docente – ADD. A farsa não tem sentido e temos que travá-la enquanto não faz mais estragos do que já fez. Por agora, não tenho disponibilidade para fazer uma peça sobre a situação, nomeadamente, sobre a situação do 2º e 4º escalão, fica prometida para breve, mas aqui fica um contributo que me chegou via correio electrónico: Pedido de escusa de avaliador externo. É preciso seguir o exemplo da autora, autor, deste documento, adaptá-lo a cada caso e provar à tutela que os professores não são um bando de carneiros abúlicos.

ASSUNTO: Pedido de escusa da função de avaliador externo da dimensão científica e pedagógica no âmbito da ADD

O artigo 40º do Estatuto da Carreira Docente, intitulado "Caracterização e objectivos da avaliação do desempenho" refere, no ponto 3, alíneas a), b) e h), respectivamente: "contribuir para a melhoria da prática pedagógica do docente"; "contribuir para a valorização do trabalho e da profissão docente" e "promover o trabalho de cooperação entre os docentes, tendo em vista a melhoria do seu desempenho".
Nos termos do nº 4 do artº 5º do Despacho normativo n.º 24/2012 considero ser meu dever profissional passar a expor a V. Exa. o seguinte:


segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O substituto

O substituto
Segundo João Lopes, em crónica publicada no DN: “O Substituto, de Tony Kaye, é um dos filmes mais espantosos que, este ano, chegaram às salas portuguesas. O seu retrato das atribulações de uma escola consegue uma proeza rara: dar a ver como os problemas estruturais do ensino não podem ser pensados descartando as histórias pessoais de alunos e professores. (…) denuncia a demagogia voluntarista dos debates que a televisão nos impinge, reduzindo alunos e professores a peões abstratos de um sistema".
A ver, sem falta!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Luta Internacional



Luta Internacional.
Hoje é dia de luta e não estamos sozinhos.
“Pela primeira vez, Portugal e Espanha fazem hoje uma greve geral, ao mesmo tempo que Itália e Grécia realizam greves parciais. A juntar a este rol de protestos, nos países do Norte e Centro da Europa estão também previstas várias acções de protesto.
A esta greve geral ibérica, junta-se uma jornada de luta europeia. A Confederação Europeia dos sindicatos mobilizou aproximadamente 40 organizações sindicais em greves, manifestações, acções de rua e reuniões em várias cidades.
Protestos previstos para hoje na Europa
Portugal e Espanha: greve geral;
Itália: greve geral de quatro horas;
Grécia: paralisação de três horas e manifestação em Atenas;
Bélgica: várias acções de protesto em solidariedade com os trabalhadores europeus e uma concentração em frente ao edifício da Comissão Europeia;
França: mais de uma centena de manifestações e concentrações em dezenas de cidades, greves na função pública e transportes;
Reino Unido: diversas acções de solidariedade;
Finlândia: sindicatos reúnem com governo para discutir direitos dos trabalhadores europeus;
Polónia: acções de luta por melhores condições e trabalho;
República Checa: manifestação na capital Praga contra cortes orçamentais;
Áustria: acções de solidariedade com trabalhadores europeus;
Lituânia: greve no sector dos transportes;
Suíça: manifestações junto a embaixadas e à representação permanente da União Europeia (UE);
Dinamarca e Suécia: acções de solidariedade para com os trabalhadores europeus.”
Texto retirado de NOTÍCIAS AO MINUTO.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Todos à greve geral !


Todos à greve geral (internacional)!
Que ninguém fique de fora!
Vamos fechar as escolas e parar o país no dia 14 de Novembro!

Em Defesa da Escola Pública;
Contra o Roubo nos Salários;
Contra os intermináveis Horários de Trabalho Escravo;
Por turmas com 22 alunos (nº máximo);
Pela Dignidade Profissional;
Pela Gestão Democrática das Escolas!
Pelos nossos filhos;
Pelo país;
Contra a Tróica  e o FMI;
Pelo derrube do governo Passos/Portas;
Por um Governo Democrático e Patriótico;
Pelo FUTURO!
            “ Construir sociedade e comunidade significa que se não evita nenhum dos desafios que a humanidade enfrenta num momento crítico para ela. Os problemas sejam eles de que índole forem, devem ser encarados de frente sem ambiguidades, com a clara decisão de os resolver ou, pelo menos, de o tentar fazer. Não o fazer assim é trairmo-nos a nós mesmos e aos que acreditaram que essa era a nossa obrigação. Dizer a verdade ao poder, bem como aos que o exercem ou se escondem cobardemente atrás dele, não é uma alternativa entre muitas, mas a única possível.
Sermos independentes é sermos capazes de defender as próprias ideias, mas também confrontá-las e pô-las em comum com os que pensam de forma diferente, mas estão dispostos a somar esforços para conseguir uma convivência melhor e tornar este mundo mais livre, mais seguro e mais justo.”
Baltasar Garzón, UM MUNDO SEM MEDO.

“ No dia 27 de Maio de 1991, Alberto Pimenta (…) esteve exposto entre as 17.30 e as 19.30, para venda, à porta da igreja dos Mártires em Lisboa”.
In IV DE OUROS, Alberto Pimenta, Fenda Edições
 
Afinal, um acto na época incompreendido por muitos dos que por ali passaram, tornou-se numa espécie de profecia, os negreiros que nos desgovernam há muito que venderam os portugueses aos apetites vorazes da TRÓICA e de outras aves de rapina.
Vais deixar que te vendam e te roubem ?


Para a História



Para a História.
Merkel recebida com a dignidade que merece.
Merkel raus aus Portugal!
Merkel nazi, rua!
Morte à tróica!
Que se lixe a tróica queremos as nossas vidas!
Tróica e governo rua!
NÃO PAGAMOS! 




segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Murro no estômago.



Murro no estômago. Revoltado e emocionado vi e revi esta grande reportagem. Sabemos que estes professores fazem falta.
Mais alunos por turma, menos horas na direcção de turma, entre outras coisas, deram nisto. A qualidade do ensino degrada-se dia a dia. Ensinar, transforma-se cada vez mais num inferno. Os abutres pairam sobre a escola pública.
No essencial uma boa reportagem. A começar pela voz execrável, monocórdica e salazarenta de Gaspar.
Bem hajam, os professores que muito bem deram a cara!


A 14 de Novembro, greve geral internacional, dia, hora e o momento certos, para mandarmos este governo de negreiros traidores: À grandessíssima Troica que o pariu!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Catastroika


 CatastroiKa
Perturbante e verdadeiro.
 Para Ver e ouvir com atenção.
Divulgar e discutir. A dívida ao serviço do grande capital financeiro mundial para matar e destruir povos. Por cá, estamos a viver este filme da pior forma. O orçamento aprovado dia 31 é uma pequena das muitas armas que temos apontadas às nossas vidas. A “refundação” com que o Afra de Massa-má acena, prevê a utilização de armas de destruição massiva: acabar com o que resta de direitos e entregar as nossas vidas aos abutres da alta finança. A escola pública é para destruir e o dito “sistema de saúde “para morrer. Estamos à venda! Se não lutarmos, seremos um povo indigno.

“O novo documentário da equipa responsável por Dividocracia chama-se Castastroika e faz um relato avassalador sobre o impacto da privatização massiva de bens públicos e sobre toda a ideologia neoliberal que está por detrás. Catastroika denuncia exemplos concretos na Rússia, Chile, Inglaterra, França, Estados Unidos e, obviamente, na Grécia, em sectores como os transportes, a água ou a energia. Produzido através de contribuições do público, conta com o testemunho de nomes como Slavoj Žižek, Naomi Klein, Luís Sepúlveda, Ken Loach, Dean Baker e Aditya Chakrabortyy.

De forma deliberada e com uma motivação ideológica clara, os governos daqueles países estrangulam ou estrangularam serviços públicos fundamentais, elegendo os funcionários públicos como bodes expiatórios, para apresentarem, em seguida, a privatização como solução óbvia e inevitável. Sacrifica-se a qualidade, a segurança e a sustentabilidade, provocando, invariavelmente, uma deterioração generalizada da qualidade de vida dos cidadãos.
As consequências mais devastadoras registam-se nos países obrigados, por credores e instituições internacionais (como a Troika), a proceder a privatizações massivas, como contrapartida dos planos de «resgate». Catastroika evidencia, por exemplo, que o endividamento consiste numa estratégia para suspender a democracia e implementar medidas que nunca nenhum regime democrático ousou sequer propor antes de serem testadas nas ditaduras do Chile e da Turquia. O objectivo é a transferência para mãos privadas da riqueza gerada, ao longo dos tempos, pelos cidadãos. Nada disto seria possível, num país democrático, sem a implementação de medidas de austeridade que deixem a economia refém dos mecanismos da especulação e da chantagem — o que implica, como se está a ver na Grécia, o total aniquilamento das estruturas basilares da sociedade, nomeadamente as que garantem a sustentabilidade, a coesão social e níveis de vida condignos.
Se a Grécia é o melhor exemplo da relação entre a dividocracia e a catastroika, ela é também, nestes dias, a prova de que as pessoas não abdicaram da responsabilidade de exigir um futuro. Cá e lá, é importante saber o que está em jogo — e Catastroika rompe com o discurso hegemónico omnipresente nos media convencionais, tornando bem claro que o desafio que temos pela frente é optar entre a luta ou a barbárie.”
 Texto que acompanha o filme (sublinhados da responsabilidade de No Coração da Escola).
 A 14 de Novembro, greve geral internacional, dia, hora e o momento certos, para mandarmos este governo de negreiros traidores: À austeridade que o pariu!


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

E pur si muove !


E pur si muove !



De acordo com o decreto-lei 75/2008, o Conselho Geral  é o órgão de topo da administração e gestão dos agrupamentos e escolas não agrupadas. No mesmo decreto – lei, artigo 11º, nº1, refere-se o seguinte:
 " O conselho geral é o órgão de direcção estratégica responsável pela definição das linhas orientadoras da actividade da escola, assegurando a participação e representação da comunidade educativa, nos termos e para os efeitos do n.º 4 do artigo 48.º da Lei de Bases do Sistema Educativo.
Das suas competências, artigo 13º, do decreto citado anteriormente, destacam-se: a eleição do director e o acompanhar a acção dos demais órgãos de administração e gestão." 
As competências enunciadas são suficientemente esclarecedoras para percebermos a importância estratégica (muitas vezes, menosprezada) deste órgão. Por isso, a apresentação de listas a este Conselho, não pode, não deve ser vista como um ritual, como o cumprir de mais uma tarefa, ou como um simples desejo de estar presente. Concorrer ao Conselho Geral implica estar consciente da sua missão, ter ideias claras sobre o que se quer ou não quer para o agrupamento ou escola; impõe sair da zona de conforto pessoal e correr riscos de, sempre que for caso disso, discordar sem medo do poder ou dos poderes, impõe espíritos livres, capazes de pensar e decidir sem qualquer constrangimento, muito menos sujeitarem-se a qualquer tipo de coação. Só homens e mulheres desta estirpe dão garantia de que é possível, mesmo nas actuais circunstâncias, construir uma escola, um agrupamento de Rosto Humano, onde o Respeito pela Dignidade Pessoal e Profissional dos Professores será algo tão natural como o ar que respiramos.
Por estes dias, estão a decorrer as eleições para o Conselho Geral Transitório do agrupamento a que pertenço (agora mega). Com muita honra integro uma lista que, definiu clara e objetivamente as suas consignas, os seus princípios, deixou muito claro ao que vem e o que quer. São mulheres e homens que já provaram possuir no seu ADN os valores e o carácter que referi nos parágrafos anteriores.
É verdade que existem noutras listas colegas que merecem todo o respeito pessoal e profissional, amigos que respeito e admiro, partilham connosco ideias e valores, por distração, por falta de tempo, por razões que não importa agora, não pudemos concertar estratégias, sabemos que podemos contar com eles, isso é o mais importante. Mas, nas actuais circunstâncias, no tempo e momento que vivemos e viveremos, no agrupamento, precisamos de decidir sem medo, em consciência, sem restrições ou vazios de política educativa, para isso, é fundamental votar lista B!
Dar força aos princípios e valores que defende, reforçar massivamente e significativamente, a ideia de que queremos um agrupamento de Rosto Humano.

sábado, 20 de outubro de 2012

Malala


Mundo cruel…
Malala, de apenas 14 anos de idade, foi baleada por paquistaneses taliban por defender a educação das raparigas. Podemos tornar o sonho dela realidade se exigirmos que o seu governo implemente medidas de auxílio financeiro para encorajar todas as famílias paquistanesas a enviarem as suas filhas para a escola.


quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Afra de Massa-má.

Foto : Luís Sérgio



Numa certa floresta vivia um papagaio chamado Afra de Massa-má, mais conhecido por PPC (Palrador Preferido do Capital). Criado desde cedo numa gaiola de privilégios não precisou de se esforçar para sobreviver, os seus donos alimentaram-no com o que havia de melhor: Gaiola dourada, comidinha super, e uma quinta nos arredores de uma das mais lindas serras de Portugal. Em idade escolar inscreveram-no na creche dum tal PPD, Partido dos Parasitas Daqui e além mares/ Paridos Sem Dono. De fala desenvolta, falando falso, revelou-se muito rapidamente, muito velozmente, um dos melhores alunos em matéria de sofismas e demagogia. Nas férias foi frequentando, com ótimas notas, (repare-se que escrevo notas, não classificações) as “ditas universidades de Verão” do PPD, espécie de galinheiro, onde os gurus do capital, vão perorar sobre tudo, mostrando nada saber, a não ser mentir, tergiversar e enganar o povinho. Escolas de formatação e vazio, estas desditas “universidades”, inculcaram na mente da ”nossa” ave a ideia de que para vencer na vida só precisava de estar do lado certo da barricada. E estar do lado certo da barricada implica hoje defender uma coisa e amanhã outra, desde que isso sirva ao tacho capitalista e ao próprio tacho.
Da creche, alguns chamam-lhe” jsd” rapidamente transitou para a gaiola mãe, onde muitos e muitas se digladiavam para ascender ao cargo de “galo-mor”, “o despertador”, o timoneiro do capital que, com seus dotes de oratória, cantarola acordando as restantes aves para o dia que começa.
 O galinheiro à beira mar plantado estava de pantanas, as aves quase já não tinham que comer, tal o desgoverno a que o seu primo (a família papagaio é grande e tem muitas ramificações), Jazz Solípede, distinto aluno duma universidade dependente, mais conhecido pelo nome de um famoso filósofo, sujeitara a capoeira. As raposas Famintas e Muito Iradas rondavam o galinheiro, queriam cobrar a dívida, iniciar o resgate, diziam: ”seremos a salvação”, para isso, dispunham-se, muito generosamente, graciosamente, com o mais elevado altruísmo a enviar para a capoeira a sua melhor equipa, o famoso triunvirato: Fome, Miséria e Desemprego, mais conhecido pelo inapropriado nome de Tróica.
Não aguentando mais, as aves correram com Jazz, hoje emigrante de luxo, na Parislhone, conhecida estância turística à beira do Sena. Prometendo tudo mudar para melhor, falando sempre sofisticamente, docemente, na mais linda das cantorias de papagaio demagogo e mentiroso, Afra alcandorou-se ao poder. Ficou famoso e para a história o seu discurso às aves enquanto oposição, face às medidas austeras de corte na ração por parte do governo de seu primo. E porque foram escritas na pedra da memória, aqui as deixo, para que as aves atuais e as vindouras nunca esqueçam do que é capaz um papagaio que, com passos de coelho, iludiu muitos para servir o grande capital financeiro:
            “O anúncio das medidas adicionais é uma prova gritante do desleixo, da falta de rigor, da incompetência do desnorte (…) Voltam a lançar-se exigências adicionais sobre aqueles que são sempre sacrificados. Não há desculpas nem alibis.”
 

Diz o Mocho, sempre atento e desconfiado destas manobras, que terão sido estas fingidas palavras, sem substância, que fizeram com que as galinhas corressem “que nem baratas tontas” a votar em massa no farsante, enquanto gritavam: “Como os gregos não! Como os gregos não!”. Gregas se viram elas, quando poucos dias depois de tomar o poder, Afra determinou que lhes tirassem mais de metade da ração, incluindo os ditos extras. Consta que algumas morreram à fome, outras foram abatidas para ser vendidas aos mercados, coitadinhos, andavam muito nervosos e assim não podia ser.
- “É preciso pagar a dívida”, dizem os patos bravos que entretanto foram ganhando mais poder. Precisamos de tempo. Por esta altura já as raposas tinham entrado no capoeiro e a fome e a miséria aumentavam a cada segundo. Mas, o Mocho sempre atento e desconfiado destas manobras gritou com toda a sua energia:
 -Não pagamos, uma dívida que não nos serviu! Se pagarmos morremos à fome. Que a paguem os patos bravos que estão a enriquecer com os juros e com a miséria do capoeiro.
No dia seguinte vieram os guardas e levaram o Mocho. Na floresta, com o chão cheio de penas, reina o medo e a indignação contidas. Apesar disso, algumas aves já cantam: “mas que dívida, quem a contraiu, para pagar o quê”?
 - Parcerias Para Patos bravos; aos corvos da banca; às aves de rapina, de linhagem nazi, como o Corges da galinha saxes que, segundo dizem, com todo o desplante, especula e ganha com a miséria?!

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Talibans


“Portugal tem, pelo menos, três talibans no Governo: Gaspar, Passos e Crato. Vivem obcecados por um problema circunstancial, financeiro, sem entenderem que os cortes cegos em áreas estratégicas, como é a educação, comprometem o futuro e pioram o imediato. Do seu consulado vão resultar jovens menos autónomos e felizes e adultos mais pobres e desesperados. É inaceitável para Portugal. “

Quem o afirma é o professor Santana Castilho em crónica
no jornal "Público"
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Um dia na escola


Um dia na escola.
Uma espécie de diário.
Numa primeira aula do ano lectivo anterior.

           O despertador tocou, - “bolas, que bem que dormia.“ Recomeça a escola, férias, como adoro as férias! Pensei. Quem me dera fazer o que quero. Será possível, algum dia será possível? Acredito que sim, afinal, nascemos para a VIDA, para SER, nascemos para VIVER, “Nasci para Nascer”, como escreveu o Neruda, o Pablo. Nascemos para uma vida de qualidade e com sonhos a concretizar, assim o queiramos. Regresso à escola, a um lugar onde fomos felizes, onde fui feliz. Como dizia, recentemente, um amigo e colega: “O ensino, a educação perdeu o encanto, foi-se a vontade de fazer mais e melhor, hoje, cumpre-se, piamente, a expiação de um pecado que não cometemos.” Há culpados, de certeza. Não somos nós, professores e alunos, não somos nós o coração da escola. Existe em Portugal uma periferia medíocre que, no afã de copiar a Europa, vai destruindo a vida dos homens e mulheres que trabalham na escola e não só. No sonho de uma eterna juventude jurei que seria feliz onde quer que estivesse, por isso, juro, juro-vos, que voltarei a ser feliz na escola, espaço outrora de amizade e são companheirismo. Hoje, resvalou para o lodaçal da escravatura, da desconfiança, da autocracia, da bufaria e do medo proclamado e instalado. Mas, não deixarei que me roubem o futuro, não permitirei que o dinheiro de uns quantos vilãos e trapaceiros desmiolados me deixem, nos deixem, sem valores e sem atitudes.A “minha” escola não é um quartel, não é um conglomerado de caixotes para formatação de mão-de-obra dócil, escrava e sem horizontes. A “minha” escola, a nossa escola, é um espaço de transformação, não de conformação, a “minha” escola prepara para a vida num humanismo do ser em devir. Na “minha” escola há homens e mulheres com todo o direito e em toda a plenitude. Há homens com futuro, sim! Há futuro se o agarrarmos com ambas as mãos e o moldarmos e, por ele, ousarmos trepar a íngreme montanha da vida.
Uma aula que começa, “caixote 28”, barulho de comboios, linha do comboio a escassos metros, barreiras de som não há, infernal barulheira do exterior, do pseudo pátio, uma espécie de sala, numa espécie de escola. Hoje quero falar-lhes do silêncio, do seu valor e importância na aprendizagem e comunicação. Calor, muito calor, eles e eu a torrar a aguentar no estorricado caixote. Olho-os (os alunos) bem nos olhos, pergunto, quero saber mais, quero ver para lá do que vejo. Há olhos que me buscam, procuram a felicidade, demandam o futuro, espreitam-me. - Marca muitos trabalhos de casa? Não respondo logo, demoro a resposta. Que espero deles? Vejo-os. Olho-os mais uma vez, uma vez e outra. Lá fora, enorme bagunça, outro comboio. Maldito avião, digo em voz alta. Um coro, espanto, admiração, “Um avião professor?!”- Um avião, mas alguém duvida! De novo o silêncio. Continuamos. Ouve-se o som da campainha, mas o que temos que ouvir é o silêncio. Pensamentos mais pensamentos, ainda não terminei. Ninguém sai. Juro que seremos felizes, assim o quero, assim o queremos.

Setembro de 2011.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O Feitiço da Índia.


Enquanto não arranjamos um feitiço (está próximo) para corrermos de vez com os palhaços que nos desgovernam, vamos lendo este feitiço, vale a pena.

“Na sexta-feira falei aqui de um belo livro de viagens sobre a Índia – mas também há ficção passada neste país misterioso. O mais recente romance de Miguel Real, lançado há poucos dias no mercado, chama-se justamente O Feitiço da Índia e conta a história de três homens que se deixaram encantar não só por esse país, mas pelas suas mulheres irresistíveis. Um deles foi com o Gama e as primeiras naus e por lá ficou. O segundo deixou a família em Lisboa, partiu para Goa para fazer dinheiro e apaixonou-se pela filha de um brâmane. E o terceiro é o seu filho, que parte à procura do progenitor desaparecido e acaba enredado na mesma teia. Retrato fascinante de Goa e da Costa do Malabar em três épocas marcantes, esta é uma obra bela e cruel, ousada e sensual.”

Maria do Rosário Pedreira, no blogue: HORAS EXTRAORDINÁRIAS